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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Doces Sonhos




Sapatilha no pé.
Na cabeça um sonho. Uma segurança tão grande, que não dava pra duvidar.
E não adiantava me dizer que aquilo era besteira. E não adiantava me olhar torto e dizer que a vida não era um conto de fadas. Eu sempre acreditava que, no fundo do meu pequeno ser, tinha uma grande e doce menina. Menina de sonhos, na ponta dos pés.
Conforme o tempo foi passando, escolhi outros caminhos. Não mais fácil e nem menos complicado.
Sempre me pego sonhando. Sonhando com aquela alegria... Sonhando com aquele sorriso.
Sempre me pego sonhando em me encontrar em algum lugar... Me encontrar em algum lugar.
E não importa o quanto o tempo tem passado... Não penso em desistir do que está dentro de mim.
De certa forma, meus sonhos continuaram brotando.
Hoje sonho com outras coisas. Sinto muito em sentir que as vezes desanimo. Sinto muito.
Mas desistir deles é algo que eu nunca consegui... Como se levantar todas as manhãs fosse um peso, se eu estivesse acordando por acordar, estudando por estudar, trabalhando por trabalhar. Só que não estou.
Mas, realmente, desistir deles é algo que eu nunca consegui... É como se a vida realmente fosse um pedaço de nada se você não se olhar, sentir uma pura felicidade e for, ao menos dentro dos seus sinceros sonhos de criança, uma doce bailarina.

Texto : da minha querida  Aline Lima.
Foto : Cia de dança Vertcall ( que eu faço parte )

domingo, 12 de dezembro de 2010



Solidão.
É o que eu senti, durante todo o tempo que estava lá, sentada na areia...
Solidão acumulada, até a tampa, transbordando. 
Caminhando, sozinha no espaço, sozinha no tempo, sozinha por dentro, por fora, de todos os lados.
O sol estava brilhando de um jeito diferente. Sem queimar, sem ferir. Brilhando, simplesmente.
O mar agitava-se com paciência, sem pressa das ondas irem embora, para longe de mim. Agitavam com um ritmo confortável, acolhedor...
Sentei e fiquei contemplando minha solidão. A essa altura, já era uma doce solidão. Solidão aconchegante, onde, mesmo estando sozinha, eu estava cheia de sentimentos que me envolviam, me faziam ficar ali e esquecer o resto do mundo.
O melhor de tudo, era o vento... Por mais sozinha que eu estivesse, o vento vinha, me tocava levemente, levava meus pensamentos embora e depois voltava, trazendo consigo todo a felicidade que eu senti naquele momento. E eu senti. Senti de verdade, senti intensamente.Senti tudo aquilo e fui feliz. 
Acordei com a sensação de saudade, saudade  e vontade de voltar para lá, mesmo sozinha, mas com o toque de felicidade que só existe dentro da areia, do mar, do vento, de mim e da minha doce solidão[...]
( Aline Lima )